COLUNAS:


por Weider Weise



por Thiago Andrada



por Andréa Martins



por Wilton Carvalho



por Rodrigo Leme




ARQUIVOS:

  • December 2004
  • January 2005
  • February 2005
  • March 2005







  • Quinta-feira, 03 de fevereiro de 2005


    POESIALUCINOGENACONTADA


    Quente. Calor entorpecente
    Nas três mãos suadas da gente
    Juntas, formando quatro superfícies.

    Em Londres, o frio anestésico
    Mostra fúria e poder gélidos
    Escondendo as seis mãos monolíticas

    Em luvas, no bolso ou cerradas.
    Aqui no México, separadas
    Das luvas, unidas às mãos.

    Entorpecente furioso, pai e mãe
    Experimentaram, enquanto el brujo
    O filho carregava ao seu cuidado.

    John e Anna viam quatro,
    Cada um tinha quatro,
    Mãos e pés, mas não iguais
    Em “duas duplas de dois” – riram !

    Consciente John, e Anna no momento
    Às vezes subconsciente
    em quatro pares
    De combinação super cientes em

    Jc-Ac
    Jsc-Ac
    Jc-Asc
    Jsc-Ac

    Viam tudo com os olhos da percepção
    ........ Abertos, mas não tão abertos para ver o infinito que é grande. Acredite !

    Abertos apenas em dois.
    O Consciente abraça o seu par noturno.

    Ela tornou-se intensificada
    Com cores fantásticas
    De um mundofluido de sonhos

    Abarcam em vigília
    A dividir a mente.
    Tantos sons no deserto.

    OUÇA !
    OUÇA !
    OUÇA !

    Do México guardaram a viagem
    E agora John e Anna voltaram
    A ser dois e receberam de volta

    O filho do brujo. Voltarão
    A Londres os três, modificados.
    Os pais fundiram-se novamente.

    Consciente e subcosnciente
    Vigília e grande sonho da gente
    Adormecidos pela ocidental tradição

    Acidental tradução não ocorrerá
    Alberto, o filho, sabe do dia a vir
    Ao México, ao brujo nagual retornará.

    Aberto à percepção será no dia
    Da iluminação. Suas consciências
    Reunirá com el brujo, como em seus pais.

    No frio de Londres, as seis mãos
    Juntas, em três pares guardados
    Nas luvas, não mais separadas.

    O frio anestésico
    Com seu poder gélido
    Em ventos a esmo.

    Cortam a pele, do rosto a rachar.
    As luvas não mais separam
    O Eu mesmo !